A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 28/05/2021

A partir do século XX, com o movimento Contracultura no Brasil, ocorreu a união de jovens, sobretudo mulheres, que buscavam questionar e romper com o padrão comportamental estabelecido na cidadania por vários anos. Nesse viés, embora esse grande avanço por liberdade de escolha. Contudo, ainda é uma problemática a escassez de representatividade na publicidade, quanto ao que se refere as pessoas afrodescendentes, grupos LGBTIs e classe social pobre. Diante disso, deve-se analisar a falta de políticas públicas, no sentido de fiscalizar o direito de equidade social no país e a ausência de propagandas midiáticas para exaltar as diferenças pessoais existentes na sociedade brasileira.

Primeiramente, a falta de políticas públicas, no sentido de fiscalizar o direito de equidade social no país é um desafio atual. Consoante a Constituição de 1988, todos são iguais perante a lei, indiferente da raça, crença, sexualidade, políica e quaisquer outro meio de discriminação. Porém, segundo o site G1, aproximadamente 75% das propagandas midiáticas são compostas exclusivamente por indivíduos brancos, heteros e magros. Diante desse dado, nota-se, a violação dos direitos constitucionais, por parte das empresas publicitárias. Isso acontece devido a carência de um órgão fiscalizador para incluir a pluralidade étnica presente no país, nesses canais que deveriam ser representativos. Logo, essa padronização de perfis ocasiona em uma cultura estrutural cada vez mais machista e preconceituosa.

Em segundo lugar, a ausência de propagandas midiáticas para exaltar as diferenças pessoais existentes na sociedade brasileira também é um problema secular. Isso decorre das raízes eurocentrica e escravista presente até os dias atuais no Brasil, visto que a moda clássica omite a mãe solteira, mulata, pobre e acima do peso como exemplo social digno. Nessa lógica, consequentemente, os indivíduos que se enquadram nesse perfil de exclusão humanitário podem apresentar problemas de saúde, a exemplo da depressão, ansiedade e levar até a morte. Portanto, é fundamental, que os cidadãos cobrem das redes televisivas por mais espaço de representatividade desses grupos excluídos, a fim de valorizar as pluridades de cada indivíduo comum.

Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para reverter esse impasse. Por isso, o Estado deve criar um órgão fiscalizador virtual, por meio da participação de pessoas que possuem voz ativa sobre as questões socias contemporâneas, a exemplo dos militantes do movimento feminismo, a fim de punir e cobrar dos canais publicitários, a inclusão da representatividade e comprimento com a igualdade cidadã, em consonancia com a legislação atual.