A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 22/05/2021

A sociedade brasileira é uma nação multiétnica, constituída por uma diversidade de povos em relação a muitos aspectos. Entretanto, as propagandas veiculadas no Brasil vão de encontro a essa características uma vez que contribuem para criação de um estereótipo do que é ser barsileiro. Dessa maneira a publicidade adquire um papel importante nas construções sociais e identitárias colocando em questão a pluralidade do povo brasileiro e a necessidade de representação de povos esquecidos.

A princípio, durante o surgimento da publicidade uma das formas de chamar a atenção do consumidor foi usar personagens que são “ a cara “ de certo produto, no entanto com o passar do tempo esses personagens passaram a representar um grupo,uma classe e até um povo. Algo semelhante ao tipo ‘ideal’ para o sociólogo Max Weber. Porém, esse padrão visual geralmente representado por corpos magros, brancos e sensuais significantes de ideais de uma sociedade não representam o consumidor que nem sempre tem essas características. As minorias não se veem representadas, se sentem oprimidas por sempre estarem fora dos holofotes. Tal situação dá margem para marginalização e invisibilidade desses grupos já que não vem outros horizontes.

Ademais, no Brasil, a necessidade de representação se faz ainda mais necessária pois a grande parcela da população não é devidamente representada. Nesse contexto, segundo pesquisa Mulheres (In)visíveis 74% das representações publicitárias são estereotipadas e 65% das mulheres não se identificam. De conformidade, se percebe que mulheres, indígenas, afrodescendentes, asiáticos e a comunidade lgbtq+ são esquecidos ou até evitados por organismos publicitários. Com o advento das redes sociais e a divulgação de causas e lutas por minorias a situação começou a melhorar pois se aumentou a diversidade publicitária mesmo que de forma tímida. Dessa forma grupos minoritários são vistos e não caem no esquecimento e marginalização.

Portanto, se percebe que a publicidade pode ser um mecanismo tanto de exclusão quanto de inclusão social. Dessa forma a sociedade civil deve cobrar de empresas e instituições publicitárias anúncios e propagandas inclusivas por meio de debates e pressões por representação a fim de dar visibilidade às minorias antes esquecidas. Dessa forma, as minorias sairão da marginalidade e tomarão os holofotes de forma igualitária.