A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 23/05/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, prevê que todos os cidadãos são iguais, sem distinção de raça e classe social. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, tendo em vista a falta de representatividade na publicidade, principalmente de indivíduos pretos e pardos, fruto não só da falta de informação da sociedade, mas também pela ineficiência governamental. Assim, medidas são necessárias para resolver o impasse.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o Brasil, desde seus primórdios, alimenta uma sociedade racista e preconceituosa, visto que foi o último país das Américas a abolir a escravidão. Segundo a filósofa Simone Beavouir: “O mais escadaloso dos escândalos, é o fato que nos habituamos a ele”. Nessa lógica, mais encadaloso do que a falta de representatividade na publicidade, é o fato de que a população se acostumou e não vê problema nesse preconceito, fruto dos padrões e esteriótipos impostos pela mídia e pela classe dominante da sociedade. Sendo assim, é necessário a quebra desses padrões para que todos os grupos da população sejam integrados na publicidade.

Outrossim, o Estado, não tem cumprido seu dever de promover a igualdade entre todos os cidadãos, promovendo o bem-estar social. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, os negros ocupam 0,74% dos cargos de alta direção nas agências de publicidade. Diante disso, é evidente que a omissão e o silenciamento governamental contribui para a perpetuação do problema, pois os incentivos para a representatividade das minorias e o combate ao preconceito são mínimos ou ausentes.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para combater a problemática. Dessarte, com o intuito de aumentar a representatividade na publicidade, necessita-se que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cultura, seja revertido em campanhas que promovam a conscientização e o crescimento da representatividade na publicidade, utilizando das ferramentas midiáticas como jornais, TVs e internet. Somente assim, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo da falta de representatividade nos meios de comunicação e a sociedade terá seus direitos constatados na Declaração Universal dos Direitos Humanos, preservados.