A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 01/06/2021

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão decretava que todos os seres humanos são iguais perante a lei. De fato, muito se conseguiu em termos de igualdade jurídica nas últimas décadas. No entanto, ainda subsiste uma realidade de exclusão de segmentos da população em algo central à civilização moderna: a publicidade. Dessa forma, é preciso analisar como as empresas e o Governo Federal desempenham papéis diferenciais na questão.

Primeiramente, é importante destacar como as empresas privadas são partes importantes na representatividade. Segundo dados da empresa Kantar, 70% das pessoas não se identificaram com anúncios destinadas a elas. Nessa perspectiva, os próprios clientes da empresa se sentem excluídos por aqueles que deveriam alcançar o contexto dos compradores. Dessa forma, os clientes acabam se sentindo inferiores e apelam a intervenções estéticas para que se sintam dentro do padrão midiático. Além disso, os negócios não alcançam um rendimento potencial caso engajassem seu público-alvo.

Outrossim, é crucial frisar como o Governo Federal dificulta a situação. O presidente Jair Bolsonaro vetou em 2019 uma propaganda do Branco do Brasil que estimulava a diversidade racial e sexual. Nessa situação, o representante máximo da nação demonstra sua posição ideológica contra representavidade, algo salutar e bom para a coesão da multiplicidade brasileira, mesmo que seja ilegal sua intervenção. Assim, sua conduta perpetua um descaso com as minorias e dificulta a luta dessas.

Portanto, é crucial que medidas sem tomadas com vistas a atenuar a problemática. Posto isso, A Câmara dos Deputados, por meio de um projeto de lei, dialogando com a população, deve aprovar uma lei que estipule uma cota mínima de representatividade nas propagandas, a fim de que o povo brasileiro não se sinta excluído. Dessa maneira, a igualdade entre os indíviduos há de ser mais plena sem as manchas das exclusões veladas.