A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 24/05/2021
No programa televisivo da rede Globo “xou da xuxa”, a apresentadora tinha em sua volta apenas assistentes de palco brancas e loiras e naquele período, não era questionado o porquê não tinha garotas negras ocupando esse papel. Dessa maneira, fica evidente que a falta de representatividade não ocorria apenas nesse programa. As propagandas comerciais, durantes muitos anos, foram protagonizadas apenas por corpos brancos e magros, o que trazia diversos problemas de autoimagem com o público que saia desse padrão. Sendo assim, a falta de representatividade na publicidade ainda é um percalço a ser combatido e para isso, será necessário analisar sua consequência, importância e uma possível medida de solução.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar sua principal consequência: problemas psciológicos relacionados a autoimagem do indivíduo que não se encaixa nesse padrão disseminado pela publicidade. Naomi Wolf, jornalista estadunidense, em seu livro “o mito da beleza”, destaca sobre como esse ideário de beleza está adoecendo mentalmente as pessoas, sobretudo, mulheres. Sendo assim, a partir do ideário da escritora, percebe-se como o padrão de beleza pode ser prejudicial à saúde mental, e reforçado pelos comerciais se torna ainda mais periogoso para indivíduos fora do padrão. Posto isso, é inadmissível as empresas não tomarem uma providência a respeito da problemática.
Em segundo lugar, é importante salientar sua importância para a sociedade: o empoderamento. Uma pessoa além de se sentir mais representada quando vê algum ator com aparência parecida com a dela, além de se sentir representada, se sente melhor consigo mesmo e pertencente a algo, e assim, é necessário uma maior pressão da sociedade a respeito do assunto. Segundo Isaac Newton, físico inglês, o corpo tende a permanecer em seu estado até que uma força atue sobre ele. Logo, a partir do pensamento de Newton, fica nítido que se a sociedade não agir o problema continuará.
Portanto, para que não haja mais casos como no programa televisivo da emissora Globo, será necessária ações de certos agentes. O poder legislativo por meio de criação de leis, deverá elaborar uma lei que obrigue empresas a colocarem em suas propagandas pessoas racializadas, gordas, lgbtqia+ e/ou com deficiência - com a ajuda da CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), para que o cidadão possa denunciar ao orgão, caso a propaganda não tenha pelo menos um desses grupos minoritários-. Espera-se, com isso a diminuição de jovens e adultos com distorções de imagem por não se sentirem representados e o aumento da sensação de empoderamento e pertencimento.