A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 25/05/2021
Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em
dignidade e direitos. No entanto, tal premissa não é verificada na realidade brasileira, uma vez que a maior parte das pessoas presentes na publicidade do país são impostos padrões físicos. Com isso, emerge um problema sério, em virtude de insuficiência legislativa e do individualismo.
Dessa forma, em primeira análise, a incompetência do poder legislativo é um desafio presente no problema. Djamila Ribeira, filósofa brasileira, explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porem, há um silenciamento instaurado na questão da representatividade na publicidade, visto que, há um padrão de beleza estabelecido entre as empresas, que não condiz com a realidade. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Em paralelo, o egocentrismo é um entrave no que tange ao problema. Para Bauman, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Tal constatação é nítida, visto que, os donos de empresas visam chamar a atenção do público, impondo estereótipos que causam frustração na maior parte da população, e impede oportunidades de emprego para pessoas também capacitadas. Assim, inverter a lógica e colocar os valores humanos em primeiro lugar é urgente.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio de investimento na publicidade, a fim de reverter a insuficiência legislativa que impera. Tal ação pode, ainda, contar com pesquisas públicas para entender e priorizar as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a falta de ação política presente no problema. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.