A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 25/05/2021
A cantora estadunidense Rihanna, lançou sua própria marca de maquiagem em 2019 nomeada ‘‘Fenty Beauty’’, a qual é famosa principalmente plea variedade de tons de base para peles claras e escuras. No entanto, na contemporaneidade, quando se observa publicidades e marcas, é perceptível que a Fenty Beauty é uma das exceções no mercado atual, visto que é uma das poucas marcas que pregam representatividade em seus produtos. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque amenizar tal problemática, a fim de aumentar a representatividade no mercado publicitário.
Em primeira análise, é válido comentar que, de acordo com o site meio e mensagem, 74% das publicidades atuais são protagonizadas por pessoas brancas. Essa problemática, atenta, pois, para a falta de representatividade de negros e pardos, que representam 53% da população atual. Entretanto, tal cenário, nada mais é do que o reflexo de uma sociedade racista, a qual enraíza esse preconceito de forma indireta em propagandas, induzindo, dessa forma, menos oportunidades de trabalho para negros e pardos no meio artistíco, juntamente com a queda na autoestima dessa parcela da sociedade que não se sente representada - situação que tornam os países ainda mais distantes do Brasil utópico representado por Policarpo Quaresma.
Vale ainda ressaltar as consequências da falta de representatividades em mulheres acima do peso. Nesse sentido, de acordo com o site Biblioteca Virtual em Saúde, 62,6% das mulheres estão com excesso de peso. No entanto, sobretudo em publicidades relacionadas à moda e beleza, é perceptível que a maioria são interpretadas por mulheres magras, por conseguinte, a reforçar um esteriótipo que não representa a maioria das mulheres atuais, consequentemente, o aumento de distúrbios alimentares e de imagem é cada vez mais comum em mulheres sobrepeso - impasse representado no documentário ‘‘Dacing With the Devil’’ da cantora e atriz Demi Lovato, o qual aborda os estigmas provenientes de suas doenças mentais como a bulimia.
Dessa forma, visando a atenuação dos impactos negativos da falta de representatividade na publicidade, juntamente com sua importância, é preciso modificar a realidade, conforme o pensamento do jornalista irlândes George Shaw, que diz que o progresso é impossível sem mudança. Para que isso ocorra, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, mediante empresas com alta influência, deve promover um debate a fim de incluir não somente pessoas negras e sobrepeso em publicidades, mas também pessoas deficientes, com distúrbios, com o intuito de que a porcentagem de 65% de pessoas que não se sentem representadas,de acordo com o site meio e mensagem, seja menor, dessa forma, a amenizar o impasse atual.