A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 31/05/2021

A partir da segunda metade do século XX, o liberalismo passou por transformações, visando mercados e colocando pessoas que estavam às margens do cenário social em participantes do processo capitalista. Nesse prisma, o capitalismo está buscando cada vez mais inclusão e a publicidade é peça fundamental para esse fim. Pois, ela é capaz de atuar na cultura: diminuindo o preconceito em gerações posteriores e quebrando barreiras sociais.

Primordialmente, a mídia tem forte influência cultural, capaz de impactar a posteridade. Maicon Kuster, criador de conteúdo digital, afirmou que apesar da inclusão nas propagandas parecerem forçadas, são necessárias para que mais tarde venha a se tornar algo natural. Nessa perspectiva, as novas gerações já nascem em uma realidade onde as minorias são atores na mídia e publicidade, ou seja, veêm com uma naturalidade que anteriores a este cenário não olham, produzindo pessoas que possuem certos preconceitos já desconstruídos, onde não somente o modo de visualizar uma propaganda é modificado, mas a maneira de encarar a realidade também. Desse modo, a importância dessa atividade compete, dentre outras, a capacidade de transformação cultural.

Ademais, muros entre grupos de indivíduos existe e a publicidade é uma arma para derruba-los. No livro “Brasil: uma biografia”, Lilia M.Schwarcs expõe que durante grande parte da história do país houveram mobilização dos poderosos para exclusão social. Porém, no século XXI a dinâmica entre as pessoas mudou de maneira a atender os interesses do mercado, não são mais burocratas,aristocratas e plebeus, mas sim “consumidores e consumidores”, com tendência a homogeneizar as classes e diluir barreiras. Claro, as coisas não são tão simples, valores excludentes ainda são presentes e enraizados na cultura, contudo, pequenas mudanças continuam sendo transformações.

Logo, a representatividade da pluralidade é importante e deve continuar sendo feita. Todavia, medidas aliadas ajudam, portanto, cabe a Secretaria Especial da Cultura, anexa ao Ministério do Turismo, cooperar com a indústria privada na inclusão dos diversos sujeitos nas campanhas publicitárias, através da contratação dessas pessoas na publicidade do próprio governo, que finalmente, tornaria latente essa discussão na esfera pública. Assim, essas ações de inclusão surtiriam efeitos mais profundos na sociedade.