A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 27/05/2021
A obra “O Mínimo para Viver”,da Netflix, retrata a vida e a luta de uma jovem contra a anorexia, patologia essa adquirida por conta de sua excessiva preocupação em encaixar-se nos padrões de beleza sociais.Fora da ficção,pode-se observar que a imposição de uma beleza padronizada pela sociedade pode ser extremamente maléfica,e que portanto é imprescindível a autoaceitação pessoal frente a tais normas culturais.Nesse sentido,faz-se extremamente importante para a concretização de tal proposição a presença de representatividade no meio publicitário,sendo essa ainda vital para o combate ao consumismo exacerbado e a seus efeitos na sociedade.
Em primeira análise,é constatável que a falta de representatividade da diversidade na mídia,pode levar pessoas “não padronizadas” a não desenvolverem a autoaceitação,acarretando em mais graves problemas. Nesse contexto,há o fato de que,segundo pesquisa do grupo ABC, apenas 35% das mulheres brasileiras se sentem representadas pela publicidade nacional.De mesmo modo, a escassez de representatividade e a consequente possível lacuna na autoaceitação propiciam o surgimento de diversas patologias e desordens, tais como a anorexia,bulimia,depressão e insegurança em milhares de brasileiros.De tal forma,é possível observar a relevância da representação do diferente em meios midiáticos como prevenção à desordens psicomentais e até mesmo físicas.
Em segunda análise, é nota-vel que a pouca representação publicitada pela mídia corrobora com o consumismo pois traz a falsa sensação de que a beleza estaria ligada ao consumo.Nesse viés,é possível relacionar o filme “The True Cost”,que mostra a exploração dos trabalhadores fabris na produção de roupas decorrente do consumismo exacerbado.De semelhante modo, a pouca representatividade leva à construção de um ideal a ser seguido,tanto de estética corporal quanto de vestimentas,sendo o segundo gerador de uma concepção onde faz-se necessária a utilização de roupas de grife para que os parâmetros de beleza sejam atingidos,alavancando assim o consumismo.Dessa forma,a figuração da representação constitui-se como combatente ao consumismo e aos seus males.
Dessarte,devido a relevância do tema,que abrange as áreas da aceitação pessoal e da dignidade humana,é indispensável sua discussão.Portanto,é imperativo que o Governo Federal implante,por meio de projetos de leis e reformas internas,novas normas acerca da veiculação de peças publicitárias no país, focadas na representação da heterogeneidade da população nacional,possibilitando a identificação popular com o a peça representada,devendo ainda,haver sanções econômicas à veículos publicitários que descumprirem tais normas.Assim,será possível que novos casos como o da protagonista de “O Mínimo para Viver” não cheguem a ocorrer.