A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 30/05/2021
LJoga, um streamer LGBT, durante uma live de preparação para fazer cosplay de Luciano, que é seu personagem no RPG “Ordem Paranormal: Desconjuração” disse que não é fácil encontrar personagens que o representem, devido à estereotipização LGBT. Analogamente ao ponto de vista do streamer, há pessoas que não se sentem representadas em certas mídias, como a publicidade, por exemplo, e isso causa um sentimento de não pertencer. Dessa forma, para que a publicidade seja efetiva ela deve conter uma representação sem esteriótipos de um grupo de pessoas, além de mostrar que apesar das diferenças, as pessoas são iguais.
A princípio, o sentimento de pertencer pode impulsionar o engajamento de uma campanha ou produto, pois quanto maior o número de adeptos, maior será o alcance. Nesse contexto, a Revolução Francesa, mostra que as massas têm poder e que a satisfação delas causará um movimento com foco na mudança da situação atual. Dessa maneira, o agradar do público toma uma parte importante no sucesso da propagação de uma mídia. Por conseguinte, o engajamento positivo cria uma boa imagem não só do objeto ou objetivo em questão na publicidade, mas também dos grupos representados. Ademais, a representatividade, caso feita corretamente, é necessária porque põe as pessoas como iguais, apesar das diferenças entre elas. Nesse viés, segundo estudos de sociólogos, ainda em torno de 1950 a 1960, a televisão é um meio de comunicação tão importante devido à relação parassocial instituída, ou seja, uma influência unilateral de um lado que fez o interlocutor ter um crescimento interno e, podendo até, mudar suas opiniões. Tendo isso em vista, o uso de boa representatividade pode moldar a visão sobre certos grupos para o lado positivo, além de quebrar estereótipos. Em decorrência disso, haverá maior facilidade de se conectar com as pessoas, mesmo com diferenças étnicas, culturais ou outras.
Infere-se, logo, que a representatividade facilita as relações sociais e quebra preconceitos. Portanto, é necessário que o Conar estipule regras de representações para certos grupos ao incluir personagens que realçem suas características, na medida que eles são também humanizados, a fim de melhorar a moral pública deles. Esses personagens devem conter características não estereotipadas e trazendo uma visão deles de uma forma que eles sejam tratados como humanos, não objetos de museu, podendo interagir normalmente com eles e sem forçar pontos de vista. Assim, a situação do LJoga será resolvida.