A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 28/05/2021

No ano de 2019, a TV Globo contrata pela primeira vez uma mulher negra, a Maju, como uma das principais apresentadoras e repórteres do Jornal Nacional. Desse modo, esse caso demonstra a importância da representatividade na publicidade, colaborando, dessa maneira, com a introdução de pessoas negras, mulheres, LGBT nesse meio comercial, o que é bastante significativo no Brasil. Diante dessa perspectiva, faz-se essencial a análise dos fatores que favorecem esse quadro para não terem uma visibilidade tão grande.

De início, deve se destacar um pensamento conservador, contribuindo com a carência de pessoas trabalhando nesse campo. Nesse panorama, com as ideias de John Locke, isso se caracteriza como uma violação do ‘‘contrato social’’ já que uma parte da população não respeita e incentiva essa prática, como fundamental a todos cidadãos, o que infelimente é visível nas propagandas.

Além disso, é necessário apontar a desigualdade existente como o impulsionador dessa falta de representatividade no Brasil. Nesse contexto, na Constituição Federal artigo 5°, todos são iguais perante a lei. Contudo, é nítido a indiferença e o preconceito do povo brasileiro quando se trata de representatividade.

É evidente, portanto, a necessidade de combater esses empecilhos. Para isso é necessário que as emissoras de TV, por meio de comerciais ou programas, inclua pessoas que não se encaixam no ‘‘padrão de beleza’’ atual. Assim, se fortificara uma sociedade equitativa, onde as pessoas desempenham corretamente o seu ‘‘contrato social’’, tal como afirma John Locke.