A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 26/05/2021
Na obra “Nova Atlântida: a Grande Instauração” do filósofo Francis Bacon, é retratada uma sociedade idela, cujo corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. De maneira análoga a essa, no entanto, isso não ocorre no Brasil, onde a falta da representatividade na publicidade é notória e ocorre, principalmente, pela pouca atribuição de importância da sociedade a essas questões e pela parca atividade do Governo objetivando implementar uma maior visibilidade às diversidades. Logo, são necessárias políticas públicas que busquem reverter essa realidade no país.
Em primeiro plano, destaca-se a desimportância atribuída por uma parcela da sociedade à representatividade na publicidade como um fator marcante no cenário atual. Segundo o sociólogo Émile durkheim, a natureza humana é moldade pelo corpo social que a rodeia, influenciando e passando costumes a essa. Sob esse viés, quando um grupo populacional não reconhece o baixo índice de presença de minorias em propaganddas e apresentação de programas, por exemplo, como um problema a ser enfrentado, esse passa tais costumes retrógrados aos seus descendentes, o que o prolonga por mais gerações. Dessa forma, é fundamental que o Estado crie uma solução política para resolver tal óbice.
Em segundo plano, convém ressaltar a fraca atividade governamental que busca levar uma maior visibilidade às diversidades como um impulsinador da problemática. Consoante à Constituição Federal, cabe ao Estado garantir a igualdade de todos perante a lei, tal como a integração social. Entretanto, isso não é observado quando as taxas de representatividade demonstram, por exemplo, que há uma maior presença de homens oculpando altos cargos de poder e uma minoria de mulheres, como no Senado brasileiro, onde apenas 12 mulheres fazem parte, de acordo com dados do próprio Senado. Nesse sentido, torna-se importante que o Governo deixe mais diversificado os cargos de liderança.
Depreende-se, portanto, que medidas seja tomadas com o objetivo de evidenciar a importância da representatividade na publicidade. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas, por meio de propagandas nos principais meios de comunicação e através de palestras, voltadas ao esclarecimento coletivo acerca do papel que cada minoria exerce na sociedade e implemente um pensamento de valorização a essas para que, assim, haja um incentivo coletivo do desejo pela presença de grupos minoritários em evidência nas mídias. Ademais, é dever do Governo garantir, por meio da criação de projetos de lei, a integração de todos na sociedade a fim de garantir a Constituição. Com isso, gradativamente, diminui-se os problemas relacionados à representatividade na publicidade e aproxima-se da sociedade criada por Bacon em sua obra.