A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 27/05/2021

Os estudos psiquiátricos de Carl Jung afirmam que o Homem nasce original e morre uma cópia. Esse pensamento sintetiza a inevitável subordinação humana às influências, sobretudo midiáticas, capazes de moldar o indivíduo. Nesse sentido, verifica-se a importância da representatividade na publicidade, algo que não está ocorrendo de maneira adequada na mídia. Diante disso, urge a indispensabilidade da união entre órgão legislativo e civis para pôr fim a essa problemática.

Deve-se pontuar, a princípio, a padronização apresentada pela mídia publicitária. Nesse contexto, apesar de terem ocorrido muitos avanços na questão da representatividade, ainda há um certo impedimento, como pode-se perceber pela criação de um projeto de lei que pretendia censurar publicidades com alusão à LGBTs. Esse pensamento confirma as teorias científico-sociais da Escola de Frankfurt – quando constataram a homogeneização dos comportamentos promovida pelos meios de comunicação. Por consequência, muitos indivíduos possuem sua identidade social afetada pela falta de representação da diversidade cultural, étnica e sexual.

Ademais, é necessário constatar que vivemos em uma sociedade patriarcal, racista e heteronormativa, responsável pela repressão de quem foge dos padrões. Esse pensamento ainda persiste por conta da inoperância estatal, que não promove acesso igualitário à informação, fazendo com que grande parte da população não tenha conhecimento sobre o assunto e, dessa forma, continue a propagar esse discurso discriminatório, o qual se torna uma barreira que dificulta a normalização da representatividade nas publicidades. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Entende-se, portanto, a necessidade de medidas para combater essa problemática. Dessa forma, é imprescindível que o MEC desenvolva essa temática no sistema educacional para reduzir o preconceito com as minorias sociais. Além disso, o Poder Legislativo, em parceria com o Ministério das Comunicações, deve tornar obrigatório a representação da diversidade populacional do país nos canais publicitários, através da criação de uma lei que exija essa presença, principalmente em meios televisivos. Assim, a influência da mídia, evidenciada pelos estudos de Carl Jung, poderá ser usada para representar a real pluralidade da sociedade brasileira.