A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 28/05/2021

No filme “Do que as mulheres gostam”, retrata um protagonista telepata que escuta apenas os pensamentos das mulheres. Nesse sentido, a obra cinematográfica traz de forma implícita a importância de conhecer o ponto de vista alheio ao seu. Atualmente, de maneira contrária, os grandes centros publicitários visam o rendimento e impacto das postagens, mas deixam a desejar na representatividade das opiniões públicas.

Diante desse cenário, é oportuno ressaltar que a publicidade já foi usada como uma prática repugnante na venda de escravos no século XIX. Entretanto, atualmente, possui grande relevância no que diz respeito a igualdade racial, visto que pode promover todas as raças nas postagens, sem distinção. O mundo utópico não existe, comprovado nas diferenças e ignorância social, mas as ações publicitárias podem ser usadas à favor do rompimento destas.

“É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”, nessa frase de Albert Einstein, grande cientista e humanitário durante toda sua vida, é possível perceber a dificuldade em romper com os padrões impostos pela sociedade. De maneira análoga, a publicidade vem agindo como um relevante redutor desse cenário, promovendo todas as formas estéticas e não somente a “perfeita”. No século XXI, a publicidade pode atingir um grande contingente populacional, moldando ideias e promovendo áreas antes exclusas.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para tornar a publicidade como um meio de aproximação das raças e gêneros. Posto isso, o CONAR, órgão responsável pela análise das ações publicitárias, por meio das fiscalizações, deve julgar de forma mais aprofundada o cunho ético e moral das atividades de propagaria, tornando sua relevância positiva ao desenvolvimento social. Também deve evitar a veiculação de postagens e anúncios com finalidade ofensiva. Dessa forma, a realidade implícita no filme “Do que as mulheres gostam” poderá ser adotado aos meios de comunicação.