A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 01/06/2021
O livro “O Extraordinário” retrata Auggie, um menino que nasceu com deformidades faciais e é alvo de “bullying” dos seus colegas de sala, pois não estão acostumados a ver alguém tão fora do padrão. Do mesmo modo, a publicidade no Brasil tem muitos estereótipos, influenciando o pensamento das pessoas, o que mostra a importância da representatividade nesse veículo. Dessa forma, é necessário avaliar seu impacto e seus problemas.
A princípio, as propagandas causam um impacto na forma que as pessoas se veem e pensam. Nesse contexto, o filósofo Rousseau diz que o homem nasce bom, porém a sociedade o corrompe, mostrando como o ser humano é facilmente influenciável pelas coisas ensinadas durante seu desenvolvimento. De maneira análoga, os anúncios vistos diariamente implicam na visão dos indivíduos sobre diversas coisas, como por exemplo, a aceitação da comunidade LGBTQIA+, e por isso são tão essenciais e precisam ser feitos com cuidado e representatividade. Tal situação acarreta em bem-estar social e diminuição de preconceitos.
Contudo, a publicidade falha em evidenciar a diversidade racial e sexual no país. Nesse viés, a filósofa Angela Davis reflete sobre uma discussão para libertar mentes e sociedades, ou seja, é importante que haja uma “quebra” dos padrões e preconceitos que foram impostos e permitir a abertura de novas formas de pensamento. No entanto, a mídia ainda costuma representar em grandes proporções, brancos de corpos magros com cabelo liso, perpetuando essa prisão mental de que há apenas um jeito de ser. Diante disso, muitos se sentem excluídos socialmente, apresentam baixa autoestima e problemas de saúde mental como a anorexia, ansiedade e dismorfia corporal.
Infere-se, portanto, a importância da representatividade na publicidade. Dito isso, cabe aos indivíduos, principalmente as minorias, como pessoas gordas, negras, mulheres, LGBTs e com alguma deficiência, se unirem para exigir mais diversidade nos anúncios das famosas marcas através da promoção de discussões e ações em redes sociais, como Twitter, a fim de que sejam mais valorizados e incluídos. Feito isso, a realidade de “O Extraordinário” conseguiria ser evitada.