A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 02/06/2021
Como diz na música Pretty hurts, da famosa cantora Beyoncé, a beleza machuca. A canção retrata as feridas causadas pela busca incansável para entrar nos padrões estéticos impostos pela mídia. Assim, faz critica à busca pela perfeição e padronização das pessoas. Infelizmente, a criação de parâmetros é antiga, o que culminou em uma forma de preconceito enraizado acerca de pessoas ‘‘fora do comum’’ na visão da mídia como, pessoas gordas, negras, do grupo LGBTQIA+, mulheres e muitas outras. Dessa maneira, a implantação da representatividade em conteúdos midiáticos é de grande importância, pois cria uma consciência positiva acerca da diversidade e aceitação pessoal.
Nessa conjuntura, sabe-se que padrões de beleza sempre existiram, principalmente sobre a figura feminina. Um livro importante que retrata esse assunto, é O mito da beleza, escrito por Naomi Wolf em 1990. A obra ilustra a história que liga a beleza (dentro dos padrões impostos) ao ideal de sucesso e felicidade, condicionando, assim, o modo de viver da mulher. Inclusive, essa imposição era uma forma de conter a figura feminina, visto que a busca pelo parâmetro inatingível tomava o foco de outras conquistas, como a sua independência e poder político.
Assim, é perceptível a necessidade de representação dos grupos marginalizados, que sofrem ataques derivados de uma mentalidade preconceituosa. Felizmente, com o advento da internet, grupos que lutam pela representatividade estão ganhando força, que surge através da exposição de ideias e consequente elucidação das pessoas. Uma outra conquista a ser destacada, é que muitas empresas, nacionais e internacionais, estão implantando uma nova política de marketing, com uso de modelos pertencentes a esses movimentos identidários. Dessa forma, há a criação de uma consciência acerca da diversidade e melhora na aceitação pessoal, expandindo o conceito de belo.
Visto que a representatividade na publicidade é importante para a população, é preciso que as empresas modifiquem suas polícas de marketing e propaganda, por meio de modelos de diferentes grupos sociais e étnicos, a fim criar uma nova forma de fazer conteúdo, bem como de respeitar e defender a diversidade e representatividade das pessoas que integram a comunidade, para que a beleza não seja mais motivo de dor.