A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 26/05/2021
A publicidade, de modo geral, possuí um poder de massificação do pensamento coletivo muito grande. Se ela expõe apenas uma parcela da realidade, que não seja uma representação fiel da realidade ao qual pretende retratar, ela, com certeza, produzirá uma imagem distorcida desta realidade imediata.
Mas a pergunta é: quem é que disse que o a publicidade (financiada por recursos privados) deseja reproduzir uma cópia da realidade? Acreditar nisso é ingenuidade. Tanto a publicidade como a mídia desejam, de modo geral, reproduzir um ideal imaginário, de uma sociedade branca, escolaridade, rica e feliz - que é uma parcela minoritária da sociedade, mas a que é uma imagem que vende. Já, o pobre, geralmente preto, marginalizado e não escolarizado, isso não vende. Embora seja uma parcela as vezes até maior da sociedade, mas que estão a margem, num contexto do poder econômico.
O compromisso da publicidade, não é, e nunca foi, a representatividade, e sim o que vende. Se é um negro com traços europeus, escolarizado e que se veste bem, ou uma história de acessão da realidade negra para a realidade branca, aí sim, isso vende, isso pode estar na mídia. Se é um homossexual, visto como discriminado de diretos, mas que possuí um apelo de venda, mesmo sendo minoria, posso vender como sendo um pensamento coletivo representativo da normalidade!
A publicidade junto com a mídia, de modo coletivo, tem o poder de criar o padrão e a referência social, mas apenas para os que se permitem ser massificados. Algo que representa grande parcela da sociedade.