A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 18/07/2021
Desde o início do processo de colonização do Brasil, os negros foram considerados aquém do desenvolvimento social. Entretanto, na formação populacional do país, é perceptível a importância do negro no Estado, visto que, a diversidade e as diferentes formas de vida estão presentes desde o princípio. Desse modo, é possível notar a proeminência da representatividade das diversas etnias presentes no cenário brasileiro, além de sua análise histórica, a fim de possibilitar a quebra de esteriótipos e colocar um fim na discriminação que, ainda hoje, faz parte da publicidade.
A priori, vale ressaltar que a publicidade vem sendo incapaz de representar a diversidade de gênero, trazendo a idealização de corpos padronizados e hipersexualizados, além da discriminação dos grupos desfavorecidos. De acordo com uma pesquisa realizada em parceria com o Grupo ABC, 65% das mulheres não se identificam com a maneira como são retratadas na publicidade brasileira. Nesse contexto, a falta de visibilidade das camadas não privilegiadas pode acarretar em perda de autoestima e falta de direitos iguais, o que estará desviando as preconizações da Constituição Brasileira.
Ademais, a injustiça advinda dos padrões oferecidos pela mídia, forma uma sociedade excludente e desigual. Consoante o filósofo, Auguste Comte, que se baseou na “ordem e progresso”, ideal da bandeira do Brasil, teve como lema “o amor por princípio e a ordem por base: o Progresso por fim”, tendo em vista que tal pensamento se desequilibrou quando a sociedade começou a criar relações hieráquicas esteriotipadas em corpos, excluindo o amor e emancipando o ódio. Tal desequilíbrio ocasionou em uma falta de progresso, insatisfação populacional e crescimento da desigualdade no âmbito profissional, levando em consideração a falta de visibilidade nos setores dos meios de comunicação.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução dos impasses apresentados. É necessário que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), órgão especializado do Ministério de Comunicação, ofereça mais oportunidades às camadas menos favorecidas dentro do âmbito telecomunicativo, por meio de aberturas de vagas de empregos voltados, exclusivamente, a pessoas que sofrem com a desigualdade contida na publicidade do país. Nessa anállise, tais contratações devem ser realizadas de forma a garantir a equidade e quebra de esteriótipos, a fim de diminuir a desigualdade existente em todo o país, oferendo assim, uma melhor visibilidade e um aumento de autoestima, visto que, tais representações, estarão levando uma modificação nos padrões sociais impostos, desde os tempos remotos.