A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 04/06/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita caracterizada pela ausência de conflitos. Entretanto, o que ocorre na realidade contemporânea é o oposto do que é pregado pelo autor, afinal, a importância da representatividade na publicidade apresentam barreiras que nos distanciam dos planos de More. Esse cenário é fruto não só da falta de conexão realista com o público como também da necessidade de evolução e mudança quanto a representatividade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, afim do pleno desenvolvimento da sociedade.

Primeiramente, é importante destacar que a falta de conexão dos consumidores com a mídia deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação do estado existem poucas propagandas ou meios de transmissão que não usem de um modelo hiper sexualizado e dentro de um padrão praticamente inalcançável que abrange menos da metade da população geral. Assim sendo, faz-se necessário a reformulação urgente dessa postura para que então tenhamos aumento da identificação nos meios de comunicação.

Ademais, vale ressaltar a necessidade de evolução e mudança quanto a representatividade como promotor do problema. Constata-se que, mesmo com a grande transformação nos meios de transmissão de informações da atualidade ainda é de extrema necessidade que quebremos o estereótipo que impedem a população de se identificar em propagandas/novelas/filmes/séries, é preciso que esse movimento seja maior, para que assim ao invés de vermos somente um padrão irreal vejamos também uma realidade com a qual é possível se identificar. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que essa falta de velocidade no avanço ainda contribui para a continuidade do quadro.

É necessário, portanto, que as escolas em consonância com o Estado atuem de maneira incisiva, com o intuito de mitigar o problema. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação deve realizar a incrementação de debates, por meio de palestras/discussões/mídia, com o objetivo de conscientizar os jovens e futuros profissionais da atualidade sobre a necessidade de uma representação real. Ademais, compete ao Estado o papel de criar novos projetos para que haja mais representatividade, através de leis, da mídia e das escolas para que todos possam se sentir identificados e não rebaixados. Desse modo, atenuar-se-á, a médio e longo prazo, o impacto nocivo da pouca representatividade, e a coletividade alcançará a Utopia de More.