A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 28/05/2021
“Sem justiça, sem paz”, frase usada nos protestos da morte de George Floyd, em 2020, se espalhou pelo mundo. Logo chamou a atenção das empresas que, para promoverem-se, começaram a usar pessoas negras em suas publicidades. Nesse sentido, várias discussões sobre a importância da representatividade responsável e o racismo escondido na programação das redes sociais ganha ênfase.
Convém ressaltar, a princípio, que a representatividade dos cidadãos não brancos e da comunidade LGBTQ+ é de suma importância, porém, deve ser feito com responsabilidade. Visto que milhares de pessoas estarão tendo acesso a está propaganda, portanto, não deve reforçar esforços ou ao invés de propagar diversidade estará estimulando preconceitos.
Toda via, mesmo havendo a inclusão por parte das instituições, o conteúdo passa por empecilhos na hora de ser compartilhado nas redes. Isso ocorre pois a programação do aplicativo é tendenciosa e favorece imagens com pessoas brancas. Em suas redes sociais vários usuários não brancos testaram essa “falha” postando fotos de pessoas brancas, dentro do padrão de beleza, e notaram que seu conteúdo atingiu maior alcance na plataforma digital. Depois de constatado esse favorecimento a caucasianos houve uma movimentação na internet para que esse erro fosse concertado, porém, nada foi feito.
Em síntese, a representatividade deve ser incentivada. E para isso, o Ministério das Comunicações deve começar uma campanha, nas redes sociais ligadas ao Governo Federal, promovendo a #REPRESENTAAÍ. Com o intuito de incentivar os internautas a cobrarem das empresas diversidade em suas propagandas e apoio a os pedidos de um algorítmo mais justo. Assim, utilizando a internet como ferramenta contra o racismo e a LGBTfobia.