A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 04/06/2021

Segundo a Constituição Federal de 1988, no Artigo 3, inciso XLI “Constituem objetivos funda-mentais da República Federativa do Brasil: promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Atualmente,  existem inúmeras formas de se manifestar contra o preconceito, porém, ainda não são sufucientes, já que os grupos considerados fora dos padrões ainda são minuria na publicidade.  Diante disso, pode-se citar duas principais causas: a sociedade que está acostumada a seguir um padrão exclusivo e os meios de propaganda e divulgação que quase não mostram ou representam essas pessoas.

Em primeiro lugar, o povo já está habituado com o molde imposto pela mídia e assim, vive constantemente em busca dele. Para o sociólogo, Émile Durkheim, o indivíduo é produto do coletivo e sua construção social é feita pela assimilação de uma série de normas e princípios, sejam éticos, morais, religiosos ou de comportamento que baliza sua conduta em grupo.  Assim sendo, ninguém nasce preconceituoso, apenas se torna quando está submetido à convivência com outros que têm esse comportamento. Portanto, é imprescindível que as diferenças sejam expostas e representadas socialmente, como forma de respeito e de prever um futuro sem padrão social que abraça a todos.

Em segundo lugar, a imprensa junto com os meios de comunicação, continuamente oferecem às pessoas meios para mudarem seu corpo, cabelo, estilo e pensamento. A cantora internacinal, Meghan Trainor, em sua música " all about that bass" menciona o abuso do uso de photoshop em revistas, afirmando que é uma ilusão e deve acabar. Enfim, a despreucupação da mídia em mostrar negros, gordos, gays e deficientes  causa uma discussão social e  problemas como racismo, gordofobia, LGBTfobia, capacitismo. Assim, se torna necessário expor, cada vez mais, esses grupos publicamente, a fim de que eles se tornem exemplos para tantos outros e sejam mais respeitados.

Desse modo,  para cessar a busca por um padrão perfeito e correto, a sociedade deve criar um projeto público que, através de uma plataforma virtual e por redes sociais, postarão fotos de pessoas diferentes, sendo elas gordas, gays, deficientes, de diversas religiões e crenças, promovendo uma apologia às diferenças sociais e influenciando o respeito para com todos. Assim, juntamente a esse projeto, as marcas de publicidade teriam de acolhê-lo e buscar cada vez mais indivíduos menos representados  para serem capas de revistas e de propagandas. Com isso,  o preconceito irá diminuir visivelmente, os participantes sentir-se-ão mais seguros e acolhidos, e os cidadãos que não conhecem certas práticas preconceituosas, passarão a conhecer e, portanto, não irão reproduzí-las. Em suma, com tudo isso em execução teremos um país mais unido e fraterno.