A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 04/06/2021
Instagram, televisão, séries e novelas. Nos dias de hoje essas são as principais influências não só no Brasil como no mundo todo, e por isso se espera uma grande representatividade em comerciais e quem elegemos para serem famosos, mas tudo que se recebe são pessoas brancas, magras e que seguem a risca os padrões. Por que mesmo depois das estatísticas apresentarem cinquenta e três porcento da população brasileira sendo negra ou parda continuam insistindo em dar apensas papéis de empregados ou ladrões para eles?
Primeiramente, não se deve apontar apenas o lado negativo das coisas mas também o positivo e como o mundo vai se encaminhando para a evolução, marcas como: Douve, Always e Skala já estão incluindo mulheres negras e sem o padrão constante da feminilidade em seus comerciais e embalagens de produtos. Entretanto, será que apenas isso é o suficiente?
Embora como dito no parágrafo acima, haja um progresso, ainda falta muito para se obter uma porcentagem minimamente satisfatória. Quando se assiste à televisão pode se obeservar que os desenhos seguem padrões, princesas brancas, magras e héteras com príncipes que só aparecem no final com a única finalidade de salvar a tal “donzela em perigo”. Então a pergunta que se tem em mente é: a princesa já não passou tempo demais enfrentando o vilão sozinha? Por que justo no final o homem precisa aparecer para roubar sua glória? E por que não a história de um príncipe que se apaixona por outro?
Por isso, precisa-se de mais inclusão social não apenas na internet como no cotidiano, quarenta e oito porcento das mulheres brasileiras estão acima do peso e mesmo assim não conseguem encontrar roupas em lojas populares. Deveria existir uma lei que obrigasse as lojas a irem ate o tamanho XXG. Assim como deveria se fazer leis para darem papéis principais à pessoas fora do padrão em séries e novelas, além da concientização de falar mais sobre esses tabús em redes sociais para que essa mensagem chege em mais pessoas.