A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 07/06/2021
Durante o ápice da escola literária do século XIX, o Realismo, se destacaram as obras de Machado de Assis que possuiam grande verassidade na representações da sociedade da época, sem a ideia da idealização pessoal ou nacional. De maneira simbólica, é possível relacionar o Realismo à uma apresentação de representatividade dentro do meio publicitário, pois tem como base o uso de pessoas reais e histórias comuns às da comunidade. Assim, diversificar a publicidade representaria um avanço tanto social quanto econômico.
Primeiramente, é importante destacar que a sociedade brasileira é marcada pela presença de uma miscigenação enorme, formando uma sociedade diversificada fisicamente e culturalmente. Segundo o intituto locomotiva, aproximadamente 35% apenas dos consumidores se veem inlcusos em propagandas. Sob essa óptica ,mesmo atualmente, é perceptível a presença de discriminação de certas pautas sociais, resultando em uma maior marginalização das classes menos favorecidas. Dessa forma, é necessário que as propagandas publicitárias tenham maior empenho em não excluir classses, contribuindo assim para a aceitação de todas as diversidades do país.
Segundamente, mostra-se presente, também, a negligência governamental como fator no tema representatividade. Na sociedade pós-moderna muitos temas seriam silenciados, a fim de manter a estabilidade nas camadas de poderes, dizia o filósofo Michel Foucalt. Dessa maneira, fica claro que o poder do Estado vai de encontro com o ideal foucaltiano, destacando portanto a ineficiência estatal em incluir socialmente as minorias e prepararem os cidadãos para lidarem com as diferenças. Consequentemente não atribuindo aos cidadão a ideia de pluricidade cultural na sociedade brasileira.
Portanto, alterações são essenciais para a garantia da representatividade na publicidade. Logo, o Ministério da Comunicação deve propor ao Planalto o desenvolvimento de uma lei que torne a inclusão de grupos ,até então excluidos, às propagandas, visando a garantia da igualdade entre os cidadão. Ademais, é dever dos veículos midiáticos incentivar o reconhecimento das diferenças, mediante campanhas públicas que põe em evidencia as pessoas reais, como forma de gerar identificação com o público. Desse modo, a públicidade brasileira se tornará mais proxima aos moldes do Realismo.