A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/06/2021

É comum ao ser humano que nasce no século XXI já nascer sabendo qual o padrão estético e social deve ser seguido. Imposições são feitas desde a Grécia antiga, com corpos esculpidos, demonstração de força masculina e fragilidade feminina. Esse mal se reverberou ao longo dos anos, com a imposta superioridade do homem branco europeu, os conceitos de eugenia e Darwinismo social são um problema ainda existente, junto com o preconceito vigente no Brasil, onde reside uma das populações mais diversas do planeta. Portanto, a representatividade na publicidade é importante para a reversão de tais conceitos.

Primeiramente, deve-se levar em conta a superioridade que foi imposta pelo homem branco europeu a partir de suas conquistas territoriais e sua intolerância quanto a povos diferentes deles. Tais fatos os levaram a criar conceitos como eugenia, que sujere o aprimoramento da população humana, e Darwinismo social, que desenvolve a idéia de que existe superioridade entre cidadãos. Tais teorias corroboram até os dias de hoje para que minorias se sintam inferiorizadas, além de inferir pensamentos errôneos na mente de maiorias alienadas.

Além disso, é perceptível a diversidade cultural e racial existente no Brasil, davido à colonização e períodos migratórios o país se tornou extremamente variado. Apesar disso, ainda existe preconceito em relação a quem é diferente, como visto na obra “O cortiço” de Aluísio de Azevedo, onde mesmo em condições precárias as minorias ainda são inferiorizadas por aqueles que estão de acordo com os padrões estabelecidos, apesar de viverem no mesmo ambiente.

Portanto, a despeito de haver raízes históricas enfincadas em nossa sociedade itando como deve-se ser, há como mudar a situação, onde um meio eficaz seria a publicidade, que atinge grande parcela da população. Para que seja possível mudar o pensamento social, o Ministério das Comunicações deve criar uma lei, que exija certa porcentagem de representatividade em todos os anúncios publicitarios, que forem ao ar em emissoras, rádios, artigos de revistas e redes sociais. Além de, por meio de rápidos anúncios em mídias televisivas e sociais mostrar dados estatísticos sobre a diversidade cultural e racial brasileira. Assim, o estereótipo estético e global que é definido desde a Grécia antiga será quebrado.