A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 15/06/2021

Contrariamente à ideologia do Sociólogo francês Edgar Morin acerca da diversidade como unidade da igualdade,a indústria midiática adota caráter descriminatório e estereotipado. A deficiência basal da representatividade de minorias,com destaque ao povo preto,apresenta-se como reflexo da sociedade brasileira contemporânea,fundamentada sob princípios preconceituosos e excludentes .

Fruto direto do racismo implantado no período colonial pelos europeus,a inferiorização racial fomenta progressiva omissão cultural no setor publicitário.Tal discrepância é comprovada pela revista Locomotiva,diante da análise empírica de que dentre os 54% de negros  que constituem a população brasileira,há representação midiática de apenas 4% de sua etnia.Outrossim,a reificação da identidade preta é normalizada e reforçada constantemente na dinâmica social.

De forma síncrona às bases preconceituosas da comunidade tupiniquim,a palestrante preta Alexandra Loras,enfatiza a aculturação de traços negroides na publicidade como a manifestação direta da opressão sociocultural vivenciada por sua raça.Os prejuízos acarretados pela falta de representatividade rácica na mídia são evidenciados explicitamente no seriado “The  get down”,enredo que aborda os obstáculos diários vivenciados e narrados por um jovem negro.

Em vista da importância da representatividade de minorias na publicidade e a fim de desconstruir axiomas preconceituosos,torna-se necessário que,de acordo com o Estatuto da Igualdade Racial e direitos humanos,os meios televisivos incluam programas protagonizados por negros,que transmitam sua real identidade cultural.Desse modo,projeta-se progressiva ampliação da representatividade da parcela excluída da comunidade,almejando por fim,a igualdade sociocultural dessa.