A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 21/06/2021

Segundo o filósofo Jean Jacques Rousseau, uma “sociedade ideal” é aquela em que os indivíduos são todos iguais independente de raça ou gênero. Porém, ao observar o cenário publicitário brasileiro, percebe-se que ele ainda é desproporcional à quantidade de grupos étnicos, raciais e de gênero existentes no país, ainda que essa conjultura esteja em  evolução, mas ainda abre espaço para estereótipos e padrões. Desse modo, é necessária a reflexão acerca da importância da representatividade na publicidade.

Em primeiro plano, precisa-se do entendimento acerca do papel da representatividade pulicitária na identidade e aceitação de diferentes grupos da sociedade. Quando um grupo de minorias é representado em um anúncio, ele começa a enxergar e reconhecer que têm espaço na sociedade. De acordo com uma pesquisa feita pela agência Heads, das 25% das propagandas que mostram mulheres negras, somente 47% apresentam traços negróides, que são pele mais escura, cabelo crespo e lábios mais grossos. Percebe-se que apesar do esforço, as publicidades ainda fogem do conceito de “sociedade igualitária onde todos se sentem representados”, idealizada por Rousseau.

Ademais, é imprescindível ressaltar o caráter discriminatório que os estereótipos da publicidade atual têm imprimido perante a sociedade. Ora, um país miscigenado e rico em etnias e gêneros como o Brasil, não condiz com uma mídia que só utiliza padrões idealizados de beleza em seu conteúdo.

Infere-se, portanto, que apesar da existência de representatividade na publicidade, ela ainda não é completa. Por isso, é necessária a ação do setor privado, tal como lojas e marcas, de promoverem propagandas mais diversificadas, que representam a população, por meio da realização de castings de modelos e neles a seleção de diferentes fenótipos, não só de modelos consideras padrão de beleza, a fim de aumentar a representatividade nos anúncios publicitários.