A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 21/06/2021
Karl marx acredita que só se transmite o que a classe domimante deseja. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da mídia que circula em nosso âmbito social, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para a melhor visibilidade de todas as raças e gêneros que nossa sociedade se dispõe.
A publicidade ainda está longe do ideal de representatividade. A afirmação é de acordo com a 9º onda da pesquisa Todxs realizada no ano de 2020, um estudo desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Heads, diz que, a presença de homens negros protagotistas na TV caiu de 22% para 7%. Já as mulheres negras continuam sem passar de 25%. Em relação ao padrão de beleza, 60% ainda são representados por homens e mulheres magros, brancos, jovens e com curvas dificultando a quebra desse estereótipo . Os LGBTQIA são apenas 1,3%, enquanto as pessoas com deficiência conhecemos apenas 0,8% do reconhecimento.
As marcas relacionadas a bebidas alcoólicas principalmente cerveja onde seu público alvo são homens, é fácil observar nas propagandas uma linguagem e comportamento misógeno, onde hipersexualizam uma mulher normalmente magra e branca com propósito de aumentar as vendas. Esse tipo de publicidade apenas reforça a ideia de um “corpo ideal”, deste modo apenas deixando mulheres negras, gordas ou de qualquer forma fora do padrão mais e mais inseguras.
Precisamos de mais marcas que introduzam pessoas negras, com deficiência , LGBTQIA e fora do “padrão” para aumentar cada vez mais a representatividade através da mídia, desse modo, desconstruindo ideias ultrapassadas e preconceituosas e aprimorando um grupo social com mais equidade de gênero e raça.