A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 13/10/2021
De acordo com os dados da United Nations Children’s Fund (UNICEF), jovens negros têm quatro vezes mais chances de serem assassinados do que os brancos no Brasil. Entretanto, por mais que a desigualdade racial seja evidente na estrutura do país, há uma alternativa esperançosa para o contorno da situação: o uso da representatividade na publicidade como forma de reafirmar a verdadeira identidade de um grupo populacional e desmembrar estigmas criados por preconceito e ignorância. Assim, é possível afirmar que não só a falha da educação brasileira, mas também o passado histórico do país fomentam o status quo contemporâneo do século XXI.
Inicialmente, é necessário dizer que a educação é a base para um harmônico relacionamento interpesssoal, o que muitas vezes é posta em decadência devido à propagação de ideias preconceituosas e sem fundamento. Por exemplo, em plena era da informação, não é incomum a associação do sexo feminino a um reducionismo frágil, assim como também não é raro ,principalmente por causa da pandemia , uma aversão crescente em relação aos chineses, dos quais muitos moram no Brasil. A partir desse ponto de vista, é inadmissível que ideias tão fracamente argumentadas tenham um caráter prejudical à vida alheia — afinal, a diversidade deve ser associada à riqueza cultural, não há juízos de valores sem fundamentos.
Ademais, outro tópico importante a se discutir tange à questão vivida no país, um reflexo do obscuro passado, sobretudo para com os negros. Conforme o sociólogo alemão Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas fornecer condições de senvolvimento mútuo, o que , porém, não foi o que houve com a abolição da escravidão em 1888, deixando uma quantia significativa de pessoas de cor à margem da sociedade e que ,até hoje ,pobreza e violência são sinônimos de designação de raça. A priori é inaceitável que a população negra se submeta a tais titulações passadas, tendo em vista que cor não é argumento para profissão, comportamento e tampouco capacidade.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com instituições de ensino, realizar a conscientização populacional por intermédio de palestras educativas que discorram acerca da representatividade e de sua importância ao combate de estigmsas, com explicações práticas por parte de diversas pessoas como negros, estrangeiros, mulheres etc. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria do padrão do julgamento atual e, por conseguinte, uma nação mais tolerante.