A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 29/06/2021

A empresa “Victoria’s Secrets”, famosa por suas modelos que faziam parte de um único conceito de beleza, anunciou a “TheVSCollective”, em 2021, com sete ativistas que atuarão como porta-vozes. Nesse viés, a visão que a marca tinha, a categoria do “sexy”, reprimia e excluia várias mulheres, e, atualmente, ela quebra a barreira de categorizar e incluí-las. No entanto, sabe-se que esse passo ainda é pouco para mostrar a importância da representatividade na publicidade e alcançar a igualdade. Dessa forma, têm-se que essa “luta” se dá pela desigualdade estrutural e tem como consequência a exclusão social.

Sob essa prisma, vê-se que o Brasil é extremamente desigual e estigmatizado, -que definem as pessoas por suas questões físicas, como a cor-, com sua discrepância expostas em todos os lugares, e não diferentemente nas passarelas e capas de revistas. Segundo a agência Heads em parceria com a Organização das Nações Unidas, no país, houve uma evolução no número de protagonistas negras nas publicidades de 1/4%, ou seja, não chega nem a metade de representatividade. Desse modo, têm-se que os fatores que impedem a inclusão das pessoas nesse meio é a questão racial, de genêro, além da estrutura física, como tipo de cabelo, altura e peso. Nesse quesito, isso afeta não só a autoestima dos cidadãos brasileiros, como não resolve o pertinente problema estrutural.

Outrossim, exclusão social é um processo caracterizado pelo afastamento de pessoas de todas as instâncias da vida social, ademais, tem também a aversão contra determinada comunidade, bem como certas características de uma pessoa, como um motivo para essa causa. De acordo com Albert Eisten, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Sob esse sentido, no campo da propaganda é notável que há preferências para certos padrões, como a pessoa ser alta, magra e ter cabelos lisos, haja vista que as marcas conceituam o que é atraente na visão dos próprios consumidores preconceituosos. Desse modo, criam uma padronização do que é belo e correto, e faz com que reprimam quem não faz parte desse “mundo”.

Portanto,  para que haja a representatividade é necessário tomar medidas eficazes. Nessa prisma, é dever do Ministério da Cultura, por meio das redes sociais -com fotos expositivas e explicativas, e vídeos com pessoas e professores que fazem parte de grupos que representam determinada causa- explicar como foi criado o processo estrutural e preconceituoso do Brasil, a fim de que o conhecimento acabe com os estigmas criado pela própria sociedade, além disso, é importante conscientizar as pessoas de que não existe um padrão e que chegue também as empresas, para alcançar a diversidade. Logo, espera-se que o país, não só nas revistas como na realide, seja mais igualitário e incluso.