A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 02/07/2021
Alto, magro, branco, cis e hétero. Essas são as principais características procuradas em agências de publicidade. A problématica dessa situação está na falta de representatividade nesse meio, onde, por exemplo, a cada 100 mulheres em propagandas, apenas 26 são negras, em um país onde a maioria de sua população é preta.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de intervenção de grande parte das empresas para solucionar o abismo de diferença de representatividade em propagandas. Além disso, existe um preconceito com pessoas consideradas fora do padrão estético e social brasileiro, o que leva a estes terem dificuldade extrema para conseguir emprego nessa área, e se sentirem representados. Dado essa informção, muitas pessoas acabam desenvolvendo problemas psicológicos e de autoestima, por se sentirem diferentes do aceito.
Ademais, é importante lembrar também que pessoas LGBTQIA+ raramente são vistas em televisão, revistas, sites, etc. Isso, novamente, acontece devido o preconceito em volta de pessoas que não seguem o estilo social aceito. Segundo a escritora Rupi Kaur, “A representatividade é vital, sem ela a borboleta rodeada por um grupo de mariposas incapaz de ver a si mesma, vai continuar tentando ser mariposa”. Diante de tal exposto, é importante que seja construído equidade entre raças, orientações sexuais, orientações de gênero, prática religiosa, entre outros. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a se perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessecidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescidível que as grandes marcas, empresas e mídia no geral, equipararem a diferença de representatividade, dando mais oportunidades a grupos excluídos pela sociedade a fim de concluir esse problema social. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, assim como dito no artigo 5º da constituição federal.