A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 06/07/2021

A obra de Lima Barreto “o triste fim de Policarpo Quaresma”, tem como principal característica seu nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Portanto, a desigualdade em representações publicitárias de pessoas humanamente diferentes, torna o país do ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nessa perspectiva, fatores como à exclusão social e o preconceito favorecem o agravamento desse impasse no país.

Em primeira análise, vale ressaltar que a exclusão de grupos sociais, continuará favorecendo o aumento dessa desigualdade. Estudo realizado pela agência SA 365, afirma que grupos LGBTQIA+ tem participação irrelevante em grande parte das marcas estudadas. Portando um país que tanto busca a igualdade na sociedade, se torne evidente que na realidade é ao contrário.

Ademais, a prática de preconceito contra pessoas negras ou outros grupos, provoca o julgamento em participações representativas. Prova disso, são os 47% de protagonistas negros, menos da metade afirma a diretora de planejamento da Heads. De modo que, propagandas procuram favorecer pessoas de pele branca, tornando-se um desafio ao combate pela causa que pessoas desfavorecidas lutam.

Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente à necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado deve investir em campanhas igualitárias, incentivando a inclusão de grupos diversos de forma apropriada nas propagandas representativas. Assim, será possível garantir uma igualdade que de fato torne o país utópico, como Lima Barreto representa em sua obra.