A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 11/08/2021
Na obra “O Olho mais Azul” é retratada a história de uma criança negra na década de 1940 nos Estados Unidos, cujas orações são voltadas a pedir que ela acorde como os padrões de beleza da sociedade de sua época: branca, dos olhos azuis e cabelos loiros. Essa problemática torna-se cada vez mais decorrente no cenário brasileiro, uma vez que a importância da representatividade na publicidade ainda é um assunto a ser discutido. Portanto, é possível identificar tal pauta como sendo a partir do fruto da desigualdade social do país bem como importante para o combate de preconceitos.
Consoante a essa perspectiva, é relevante enfatizar a falta de oportunidades que abrange os cidadãos brasileiros como intimamente relacionada ao fato de eles não serem retratados nos modelos midiáticos. Nessa óptica, o viés de colonização instaurado desde o século XVI possui sua raíz para contribuir com a padronização nos estilos de ser, agir e se expressar. Consequentemente, o ideal de embranquecimento populacional e a catequização foram pilares para a perpetuação do apagamento da diversidade individual bem como coletiva. A participação de diferentes etnias, orientações sexuais e identidades de gênero não só promoverá a protagonização desses indivíduos dentro das telas, mas fora delas.
Paralelamente, as mais diversas expressões de discriminação só poderão ser combatidas haja vista uma intensa educação e consciência presentes para toda a parcela da sociedade. Para que isso aconteça, é imprescindível que a representatividade seja eficaz ao retratar a sociedade como um todo e inclua seu segmento que, infelizmente, até os dias atuais, é constantemente ignorado. Ademais, a partir do artigo terceiro da Constituição de 1988, a República Federativa do Brasil se dispõe para erradicar a marginalização e as desigualdades sociais. É notório que carece pôr em prática o que foi estabelecido como direito para todos os cidadãos.
Dessa forma, fica evidente que a desproporção que afeta partes menos favorecidas da sociedade é um fator inerente ao discutir a representatividade na publicidade. Portanto, ao cumprir com o porquê de ser tão importante, será um fator essencial para o combate a preconceitos. Assim, é dever da Secretaria Especial de Comunicação Social, órgão regido pelo Ministério da Comunicação, por meio da inclusão de artistas em seus veículos midiáticos como propagandas, que dialogue com a pluralidade de formas de ser brasileiro. Feito isso, estará de acordo com a Constituição do país que assegura a igualdade perante a todos os indivíduos.