A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/07/2021

O escritor inglês Thomas More, na obra Utopia, retrata uma sociedade perfeita, cujo corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. Entretanto, ao analisar a importância da representatividade na publicidade, percebe-se que tal afirmação não condiz com a realidade, seja pelo preconceito, seja pelos estereótipos.

Nessa perspectiva, destaca-se o preconceito como um dos causadores do problema. De acordo com Sérgio Buarque de Holanda, os hábitos brasileiros, em geral, estão relacionados às heranças coloniais do país. Nesse sentido, observa-se que a sociedade carrega consigo pensamentos arcaicos, visto que os negros são menos representados em papéis importantes nas novelas, propagandas, cartazes, entre outros. Além disso, os LGBTQIA + também são vistos de maneira equivocada, uma vez que são tratados como grupos de má influência para os demais.

Ademais, os estereótipos corroboram o aumento da problemática. Segundo Lamarck, os indivíduos são fortemente influenciados pelo meio em que estão inseridos. Dessa forma, nota-se que os meios de comunicação contribuem para o estabelecimento de um padrão de beleza, na qual são representados por pessoas geralmente de pele branca, cabelos lisos, corpo magro e héteros, gerando consequentemente, propagandas que não abrangem a mídia como um todo, excluindo a representatividade e real diversidade.

Portanto, compete às mídias sociais, que tem como função social compartilhar conteúdo e entreter o público, repensar no modo como está sendo feito a seleção de publicidade. Essa ação pode ser realizada por meio de propagandas que objetivam mostrar as diversidades e a igualdade de classes e raças, de modo que mostrem como esses grupos são semelhantes com os demais e que não representam má influência. Espera-se, com isso, uma maior inserção desses grupos nos meios de comunicação, bem como que a sociedade possa caracterizar-se pela ausência de conflitos, como propôs Thomas More.