A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/08/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos o direito à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, no cenário atual brasileiro, o que se observa é a falta de representatividade de muitos grupos, como negros, homossexuais, mulheres, entre outros, que não necessariamente estão em menor quantidade na população, mas ainda são minoria como protagonistas de conteúdos publicitários. Isso se deve, principalmente, à mentalidade social retrógrada e à educação familiar.

Primeiramente, há a mentalidade preconceituosa da maioria dos brasileiros como uma forte causa do problema. Nesse sentido, aplica-se muito bem o conceito de “fato social” de Durkheim, que é algo externo aos indivíduos, mas afeta a todos de algum modo. A descriminação é, então, infelizmente, um fato social, uma vez que afeta os grupos excluídos, ao mesmo tempo que estrutura um ambiente gerador de ações descriminatórias e se reflete muito bem nas propagandas.

Outro fator importante é a educação recebida no núcleo familiar, um ambiente externo ao indivíduo e corscitivo. Além disso, segundo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Sendo assim, se alguém é criado em meio a uma elite preconceituosa, a tendêcias é que essa pessoa reproduza tal mentalidade, originando, por exemplo, um futuro futuro que baseia as propagandas de sua marca nesses mesmos pensamentos. O resultado é um ciclo vicioso de influência da mídia, da estrutura social e das famílias.

Protanto, fazem-se necessárias medidas governamentais que visem tornar obrigatória a inclusão de protagonistas de grupos com menor representatividade em uma porcentagem fixa das propagandas de todas as empresas em território nacional, por meio da criação de leis pelo poder legislativo, a fim de quebrar o ciclo vicioso e impor a circulação de propagandas mais condizentes com a realidade brasileira. Em paralelo, dar continuidade às discussões sobre diversidade, apoiaria essa mudança e assim, talvez, a máxima da DUDH seja mais paupável na realidade do país.