A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 16/07/2021

Dentre os mais famosos filósofos contemporâneos, está Zygmunt Bauman com sua teoria da liquidez moderna. Para ele, o mundo transitou de uma realidade sólida e intransigível para uma que, se compendiada, pode ser definida como transitória e fluida. Assim sendo, as novas gerações do século XXI crescem em um mundo cuja flexibilidade para com as formas de viver é exponencialmente maior do que fora nos idos do século predecessor, uma vez que, por exemplo, fora aprovado, na Califórnia – Estado americano -, um projeto de lei que legaliza o casamento entre dois indivíduos dos sexo masculino. Dessa forma, é necessário que as novas gerações se adaptem a esse novo mundo mais flexível e, para isso, agem as publicidades representativas, que são imprescindíveis tanto por normalizar a liberdade quanto por representar o mundo de forma fidedigna.

A priori, necessário se faz pontuar que, sendo assegurada, salvo em caso transgressão legislativa, a liberdade individual, é necessário que grupos marginalizados socialmente, tais quais os LGBTQIA+, sejam representados por meio dos veículos de propagandas, já que esses detêm potencial para alcançar um indelével montante de espectadores. Em virtude do maior números de espectadores assistindo à representação desses grupos marginalizados, maior será a normalização da convivência com eles, o que gerará, por conseguinte, maior harmonia social e, ainda, a normalização da liberdade individual para se escolher sua orientação sexual.

Ademais, também é fulcral se elucidar que, como pontuara o filósofo grego Heráclito, o ser é múltiplo. Segundo ele, o ser é múltiplo porque cada indivíduo possui seus conflitos e oposições internas, e isso o impedem de trilhar caminho rumo à concisão interior. De tal maneira, vê-se a importância da representatividade nas propagandas: ao se mostrar todos diversos grupos sociais nelas, se imputa nos espectadores uma cosmovisão que, para auferir do mundo sentido, parte do pressuposto de que ele é cercado por multiplicidades, o que é uma assertiva fidedigna à realidade. Dessarte, se apreende que a representação do diverso nas publicidades é um meio para alcançar a representação do mundo de forma inclusiva e diversa.

Portanto, há de ser concluído que existem fatores que tornam a publicidade representativa importante, e eles estão acima apontados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, criar, por meio do envio de projetos ao legislativo, leis que permitam a representação das inúmera facetas sociais no campo publicitário, tendo como fim, máxime, trazer às novas gerações a consciência de que eles vivem em um mundo plural onde as diversidades devem ser respeitadas.