A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 22/07/2021
Como demonstrado no documentário da Netflix, “O Dilema das redes”, toda e qualquer mídia tem o poder de influenciar a pessoa que a consome, levando esta pessoa a agir de uma forma pré-objetivada. Visto o grande poder concentrado nas diversas formas de mídia, se torna passível de compreender uma premissa básica, a qual assume que a representatividade, de uma forma geral, é de suma importância para a mudança de uma sociedade. Em paralelo a utilização dessas mídias, se analisa que ter representações sociais, em todos os âmbitos possíveis, é uma necessidade clara. Não obstante, em questão de publicidade, essa realidade ainda não é totalmente seguida. No Brasil, se utiliza a forma mais “padrão”, ou seja, excluindo inúmeros grupos da sociedade, mas, privilegiando outros. Todavia, deve-se entender que existem alguns fatores que ainda sustentam a exclusão social neste tema, sendo estes, a busca por se encaixar em certos parâmetros e a falta de adesão popular para a mudança.
Em primeira análise, deve-se ter em mente que por mais excludentes que os padrões impostos pela sociedade possam ser, muitas pessoas os almejam, dando prosseguimento com a lógica de uma publicidade não diversificada. Como exemplo de uma lógica excludente, o “American way of life” - o jeito americado de viver -, criado ao processo anterior da crise de 1929, utilizava como modelo sempre uma pessoa branca, de classe média alta e com uma família extremamente feliz. Onde a mulher aparecia como a dona do lar, na medida que, o homem era o que tinha de manter o sustento. Mesmo tendo sido a quase cem anos atrás, no Brasil, essa mentalidade de publicidade continua sendo perpetuada, e com poucas alterações, pois, muitas vezes, já se foi aceito esse padrão social.
Em segunda análise, não é apenas culpa dos métodos que as publicidades são feitas e explanadas, mas também, da inércia populacional ou a desaprovação de tais medidas de diversificação. Como exemplo, a marca “Boticário” trouxe um homem transexual para o papel de pai no dia dos pais, gerando enorme desagrado de uma gama mais conservadora da população, a qual segue com o mesmo pensamento do “jeito americano de viver”. Visto isso, se entende que não é apenas o papel da mídia mudar suas atitudes, mas sim, da massa de pessoas mudar seu pensamento falho.
Dessarte, se entende que o problema da falta de uma maior representatividade é grave, logo, deve ser superado. Dessa forma, cabe a mídia, maior instituição mobilizadora de pessoas, incentivar, através de redes sociais ou veículos de comunicação, a uma maior diversidade dentro das publicidades em geral. Sendo este incentivo viabilizado através de pessoas que compreendem a vasta diversidade presente no Brasil. A fim de educar, mesmo que forçadamente, pessoas a aceitarem que existe mais de um único grupo padrão. Quebrando, enfim, o prosseguimento de um pensamento excludente.