A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 24/07/2021

Promulgada em 1948 pela ONU, A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos o direito ao bem-estar social. Entretanto, a falta de representatividade na mídia e os estereótipos reforçados pela mesma impedem que grande parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Diante dessa perspectiva, faz-se necessária a análise dos aspectos que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de minorias no meio audiovisual. Nesse sentido, o artigo 3º da Carta Magna Brasileira assegura que é papel do Estado garantir uma sociedade justa, solidária e livre das manifestações de preconceito. Entretanto, além de contrariar essa norma, a carência da propagação da diversidade na publicidade motiva discursos de ódio e manifestações de agressão – visto em prática na homofobia, na misoginia e no racismo. Portanto, enquanto os meios de comunicação continuarem a não promover maior heterogeneidade no meio publicitário, as demonstrações de aversão ás minorias permanecerão.

Além disso, é notória a manutenção de padrões europeus como impulsionador da dialética de não inclusão social. De acordo com a pesquisa Mulheres (in)visíveis) realizada pela 65/10 junto ao Grupo ABC, 53% da população brasileira é negra ou parda, mas representam apenas 26% das pessoas retratadas na publicidade. Diante de tal exposto, a falta da exploração da diversidade brasileira é uma barreira no caminho de preparar os cidadãos a lidarem com as diferenças presentes ao seu redor.

É notória, portanto, a urgência em combater esses obstáculos. Por isso, é fundamental que as Mídias e o Ministério das comunicações, que são responsáveis por formar e modificar opiniões, invistam na inserção de maior variedade de pessoas, por meio de propagandas a fim romper com o estereótipo europeu e conservador, buscando a inclusão genuína. Somente assim, atingiremos um corpo social onde todos desfrutam de seus direitos garantidos por lei.