A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 25/07/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de representatividade na publicidade apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental em promover inclusão social, quanto da aderência de um padrão que não condiz com a realidade brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é fulcral pontuar que a baixa gama de fenótipos encontrados nas propagandas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades em expandir o mercado de trabalho para se tornar mais congruente com as necessidades da maior parcela da população. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a idealização de um padrão europeu como promotor do problema. Segundo o estudo feito pelo Gemaa (Grupo de Estudos de Ação Afirmativa) da UERJ, a publicidade ainda é composta por 78% de pessoas brancas e heterossexual. Partindo desse pressuposto, essa postura não inclui diversas racas e gêneros. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o Brasil é composto majoritariamente por pessoas de pele escura.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o descaso na área da publicidade, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do governo, será revertido em incentivo para criar conteúdo voltado para as características que representem a população de forma abrangente, através de programas universitários que expandirão a amplitude do público alvo.