A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 06/08/2021
São Tomás de Aquino defendeu que, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos possuem a mesma importância. Contudo, a realidade brasileira contraria o pensamento do filósofo, visto que em peças publicitárias alguns grupos sociais recebem maior relevância do que outros. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, visto que a representatividade na publicidade é importante para promover a equidade e combater estigmas.
Em primeiro plano, é preciso atentar sobre como a representatividade é significativa para se ter equidade. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Kantar, cerca de 70% das pessoas não se identificam com os comerciais destinados a elas. É evidente que há uma exclusão de quem está fora do padrão que protagoniza esse conteúdo, pessoas brancas, magras, cis e heteronormativas. Em consequência, indivíduos fora dessa norma são afetados com problemas de auto estima e aceitação ao longo da vida, por não visualizarem a si proprias na mídia.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o enfrentamento de estigmas. De acordo com a OMS, estigmas afetam diversos aspectos da vida humana, inclusive a saúde mental. E a falta de representatividade contribuí para tal problema, consolidando noções culturais discriminatórias. Por isso, é de suma importância que se apresente indivíduos diversos na publicidade, para que seja possível desconstruir ideias nocivas sobre grupos marginalizados.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para esse fim, é preciso que o Ministério da Cultura, em parceria com ONGs criem uma campanha promovendo a importância da representatividade em diversos tipos de mídia. A fim de promover a equidade, tal ação deve dar voz às pessoas de grupos que sofreram exclusão para que relatem como foram afetadas pela questão. Dessa forma, será possível alcançar uma sociedade mais democrática, como foi idealizado por São Tomás de Aquino.