A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 29/07/2021

“Tudo quanto vive, vive porque muda, muda porque passa”. Os versos do poeta Fernando Pessoa consagram o movimento perpétuo do mundo e as mudanças que permeiam a sociedade. Nesse sentido, surge a magnitude de uma representatividade mais abrangente no que tange a publicidade, pois tal medida promove o combate aos estereótipos, além de minimizar os casos de doenças mentais. São prementes, pois, estratégias de valorização a tal medida como forma de reverenciar, virtuosamente, a vida humana.

Nesse contexto, o psicanalista Antonio Quinet em seu livro “Um olhar a mais”, defende que a sociedade contemporânea é mediada pelo olhar. Sob essa ótica, um olhar mais democrático no meio publicitário é capaz de mitigar os estereótipos. Isso porque uma campanha pautada na exposição e valorização das mais diversas idiossincrasias humanas, induz e possibilita ao indivíduo, preso nas amarras culturais, o entendimento de que a maior virtude de um corpo social está justamente na sua diversidade. Assim, nota-se que uma publicidade que de fato represente as singularidades humanas funciona como uma espécie de chave-mestra capaz de abrir portas que conduzem a liberdade social.

Outrossim, o escritor Thomas More em sua obra “Utopia"retrata um corpo social perfeito no qual não havia conflitos e problemas. Em contrapartida, no Brasil, problemáticas como depressão e ansiedade, em muitos casos provocadas pela baixa autoestima, como afirmou doutor Dráusio, têm assolado o país. Partindo desse viés, é inquestionável a influência da publicidade na autoaceitação do indivíduo, haja vista que tais veículos ditam as tendências e ideologias que regem a população. Dito isso, é indubitável a importância de uma representação da diversidade na publicidade, já que essa atua de forma análoga a uma luz no fim do túnel, conduzindo a caminhos permeados pelo eudaimonismo, conceito enfatizado por Aristóteles, que significa plenitude do ser.

Portanto, “A tarefa não é ver o que ninguém viu, mas pensar o que ninguém pensou a partir daquilo que todo mundo vê”. Partindo do pressuposto do filósofo Schopenhauer, é basilar que o Tribunal de Justiça redija um projeto de lei que incentive a representatividade na publicidade, por meio de benefícios para aqueles que se comprometerem com a causa, com o fito de garantir a saúde da população e consagrar as mudanças propostas por Fernando Pessoa.