A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 02/08/2021
Como afirma São Tomás de Aquino, todos os indivíduos tem a mesma importância. Todavia, a realidade brasileira se mostra distante dos pensamentos do teólogo, uma vez que o país é acometido pelo menosprezo a certos grupos sociais - sendo a representaividade por meio da publicidade de enorme importância para esses. Destarte, cabe analisar tanto a influência social dos meios de comunicação, quanto o contexto histórico cultural do Brasil como questões que rodeiam esse cenário nefasto.
A princípio, vale salientar que a publicidade exerce papel fundamental na disseminação da informação e como consequência na manipulação das convicções sociais. Acerca disso, George Berkeley afirma “Ser é ser percebido”, ou seja, só existe aquilo que pode ser notado. Portanto, pode-se trazer à luz ao pensamento crítico de que ao trazer visibilidade a temáticas que cercam minorias sociais por meio da representatividade, muitas problemáticas que antes não eram percebidas poderão ser solucionadas e discutidas em sociedade.
Ademais, é imperante compreender a história brasileira para entender a mentalidade contemporânea. Durante o regime militar, na segunda metade dos anos 60, o país foi movido por um governo autoritátio e grupos opositores e minorias - como homossexuais, negros e mulheres - foram calados. Hodiernamente, há indivíduos com princípios retrógrados que ainda enxergam que alguns circúlos sociais devem ser reprimidos. Sendo assim, é papel dos meios de comunicação servirem como um recurso para essas tribos sociais terem voz e mostrarem sua relevância.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse panorama fatídico. Para antingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao Governo Federal democratizar os meios de comunicação, promovendo o pluralismo e diversidade na mídia, através de incentivo financeiro e declarações públicas sobre a necessidade da imprenssa, com o intuito de influenciar o aumento da representatividade não só na publicidade mas também em toda a imprenssa. Outrossim, cabe as instituições de ensino - orgão responsável pela construção da cidadania e amadurecimento intelectual - ensinar aos discentes sobre minorias sociais - o que são, suas histórias e as conscequências de sua marginalização - por meio de atividades de pesquisa e trabalhos pelas disciplinas de ciências humanas, com o intuito de conscientizar as crianças e adolescentes e configurar uma sociedade futura mais suadável. Quem sabe assim, o Brasil se assemelhe cada vez mais com a proposta igualitária de São Tomás de Aquino.