A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 30/07/2021

A falta de representatividade de certos grupos sociais, como negros(as) e LGBTQIA+, permeia diversas esferas sociais, inclusive a publicidade. Nesse âmbito, tal problema revela a pouca valorização social que tais grupos possuem. No entanto, a publicidade existe para favorecer objetivos comerciais específicos, criando peças publicitárias eficientes para esses propósitos. A solução desse problema não deve surgir pela cobrança da responsabilidade social das agências publicitárias. Isso é ineficiente e injusto.

Primeiro, é ineficiente porque, dessa forma, tenta-se resolver o problema lidando apenas com um de seus sintomas. A causa que motiva essa realidade publicitária possui raízes em um preconceito social arraigado. Lidar com esse preconceito em seu nascedouro é mais complexo, porém muito mais eficiente.

Conseguinte, é injusto atribuir o problema e cobrar soluções daqueles que fazem e contratam publicidade porque esses fazem aquilo que funciona para os propósitos comerciais desse serviço. É indevido pressupor que o preconceituoso está por trás das propagandas, ao invés de perceber que ele está de frente a elas. Pois todo bom publicitário não faz o seu trabalho conforme o que ele acredita e gosta e sim mediante aquilo que trás mais resultado quando encontra o público-alvo do seu serviço.

Dessa forma, partindo de uma visão mais profunda e completa, pode-se adotar medidas mais eficientes. Uma delas seria a própria propaganda publicitária, socioeducativa e televisiva, promovida pelos Ministérios da Educação e Cidadania a fim de reduzir o preconceito contra esses grupos. Além disso, a presença de um projeto educacional nas escolas – encabeçado pelo Ministério da Educação – que integre pais, alunos e professores na discussão sobre o preconceito e seus malefícios é fundamental para a melhoria desse cenário.