A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 01/08/2021

Segundo o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Contudo, a importância da representatividade na publicidade, lamentavelmente, não é reconhecida, contribuindo para questões sociais, como a discriminação na publicidade. Nesse âmbito, vale destacar a insuficiência legislativa e falta de empatia como principais causas da problemática supracitada.

A princípio, é incontestável que o descaso das entidades governamentais está entre as causas do problema. Segundo Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, é notório que, no Brasil, a falta de solução para amenizar problemas como a carência de representatividade configura não só um irrespeito colossal como também uma falha do Governo em cumprir seu papel enquanto agente fornecdor de direitos mínimos.

Além disso, é imperativo destacar a falta de empatia como um dos fatores que validam a persistência da problemática. Nessa lógica, Zygmunt Bauman expressa que, em tempos de modernidade líquida, as relações se formam com rapidez e inconstância e, consequentemente, o descaso com o próximo se torna ordinário. De fato, o pensamento do sociólogo reflete em como as empresas criam um padrão estético na publicidade ao selecionar a representatividade, o que contribui para a continuidade de problemas sociais. Sendo assim, é inadmissível que, em pleno século XXI, ainda haja desigualdade social, que motiva a segregação da sociedade.

Em suma, para que toda a população se sinta representada na publicidade, é necessário que medidas sejam tomadas. Logo, é imprescindível que o Poder Público, mantenedor da ordem, do bem-estar social e do processo civilizatório, crie, por meio de verbas governamentais, projetos públicos, como inclusão dos indivíduos no meio publicitário. Dessa maneira, será possível almejar uma sociedade na qual todos os cidadão seja tratados de maneira adequada, sem distinção, como assegura a Declaração Universal dos Direitos Humanos.