A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 02/08/2021
O movimento “Black Lives Matter”, em 2019, foi uma luta em prol da causa negra que surgiu nos EUA após o assassinato brutal de George Floyd, cidadão estadunidense afrodescendente, e se espalhou por todo o mundo através de jornais e redes sociais. Não obstante deste cenário, é lícito afirmar o quão importante é a representatividade na publicidade e como esta questão evoluiu nos últimos anos, ainda que continue sendo um setor que tem muito a melhorar em termos de inclusão social.
Em primeira instância, vale analisar como o ramo publicitário deixou de lado vários preconceitos anteriormente tidos como pilares que sustentavam a comunidade. Como exemplo, cabe citar o soturno cenário do Brasil Colonial, em que os negros não só eram ausentes na publicidade, como também, até 1888, ano da proclamação da Lei Áurea, eram escravizados. Dessa maneira, é notório afirmar que, mesmo em comparação com tempos longínquos, a realidade do Brasil melhorou muito, o que possibilita a inclusão de cidadãos antigamente estigmatizados pelo povo brasileiro.
Em segundo lugar, cabe ressaltar como a questão da publicidade ainda precisa evoluir para atingir um estado de equidade entre indivíduos. Exemplificando, vale realçar o filme *Rocketman”, história do renomado cantor Elton John, que mostra as dificuldades de sua inserção e reconhecimento midiático no meio musical apenas por ser gay. Logo, em vista do contexto abordado na obra, torna-se sensato admitir que o setor de propagandas e publicação, mesmo que tenha melhorado, continua sendo uma área com alto índice de discriminação e preconceitos, o que gera uma segregação fortemente presente nos grupos sociais.
Depreende-se. portanto, em vista da problemática debatida, a necessidade do governo, por meio de uma parceria com ONGs de caráter social, criar um programa de publicações, especificamente um que atue nas redes sociais, que favoreça publicamente influenciadores digitais que defendam gêneros ou raças que são alvos de preconceitos atualmente, a fim de que a inclusão social seja amplamente difundida no setor de comunicação mais influente da sociedade: a internet. Ademais, cabe ao Ministério da Cultura, por intermédio de uma parceria com instituições midiáticas privadas, desenvolver propagandas com conteúdo antirracista e contra a homofobia, com o intuito de que casos como os de George Floyd e Elton John sejam cada vez mais raros hodiernamente.