A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 03/08/2021

Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo estava certo ao dizer: “O Brasil é feito por nós, só falta desatar os nós.” Sob essa óptica, a problemática relacionada a seleção de esteriótipos específicos nas publicidades nacionais é vista como um nó a ser desatado. Seja pelos conceitos racistas aplicados e pela falta de investimento.

De início, percebe-se que o racismo estrutural age como complicador desse problema. Nesse sentido, segundo a citação de Russeau: “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.” No entanto, nota-se, na atualidade, que ações discriminatórias praticadas no meio publicitário  vão ao encontro do pensamento do filósofo, uma vez que diáriamente artistas negros são expostos a humilhações decorrente aos preconceitos sociais. Dessa forma, é inaceitável que em pleno século XXI, ainda persistam ações errôneas que contribuem para a inferiorização de raças.

Em uma segunda análise, é evidente que a falta de estímulo financeiro agrava essa questão. De acordo com Platão, o bem-estar é tão necesário, que se torna primordial à vida. Só que, no Brasil, a falta de confiança para investimentos em grupos considerados como minorias rompem com as defesas do filósofo grego, porque a pequena parcela dessas esferas  representadas nos meios televisivos ou midiáticos faz emergir preconceitos enraizados durante um longo contexto histórico. Por isso, se torna intolerável a desvalorização de pessoas no mercado de trabalho devido a sua identidade social.

Portanto, é inegável que medidas sejam tomadas para reverter tal cenário. Para isso, a mídia, responsável por moldar a opinião do grande público, deve desenvolver um projeto que informe a todos desse descaso profissional causador da problemática que atinge tantas pessoas. A ação deve ser realizada por meio de propagandas televisivas para garantir que os problemas sejam anunciados para uma grande parcela da população. Somente assim, os nós citados pelo Barão de Itararé serão finalmente desatados e imergidos  do contexto atual do país.