A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 05/08/2021

A ascensão dos sitcoms (do inglês situation comedy), veio acompanhada com um grande contingente de publicidade. Na televisão, o elenco atuava ao mesmo tempo que exibia propaganda de um modo de vida e padrões de comportamento social excludentes. Dessa forma, seriados muito populares como Friends e How I met your mother, sofrem com a falta de representatividade, com destaque para diferença de raça e sexualidade, que são muito importantes para retratar a sociedade.

Em primeiro plano, é importante destacar a predominância de pessoas brancas na mídia e a propagação de estereótipos raciais. Na literatura acadêmica, é possível encontrar autoras como Patricia Hill Collins e bell hooks que comentam acerca da representação de pessoas negras nas telas, muitas vezes presas a arquétipos. As imagens de controle, por exemplo, são abordadas por Collins como responsáveis por propagar opressões seculares. Portanto, a representatividade na publicidade pode ser utilizada para normalizar a diversidade, fugindo de condutas pré estabelecidas.

Em segunda análise, é necessário abordar a forma que a comunidade LGBTQIA+ é retratada. Como exemplo da luta por direitos civis, é imprescindível desatacar a revolta de Stonewall, em Nova York no ano de 1969. Esse evento, além de ser um marco na luta anti opressão contou com figuras como Marsha P Jhonson, a travesti negra representou uma realidade marginalizada até hoje. Atualmente, diversas marcas sinalizam apoio à comunidade no mês do Orgulho, inserindo representação na publicidade.

Assim, é possível concluir que os anúncios e propagandas acompanham e ajudam a compor o imaginário coletivo. Logo, para ajudar a construir uma sociedade mais igualitárias é preciso expandir a legislação, que já consta com o racismo e o discurso de ódio como crimes. Portanto cabe aos senadores e deputados atuar junto à sociedade civil, atuando segundo as necessidades populares na luta contra a opressão.