A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 03/08/2021
Com a chegada dos colonizadores europeus, a partir de 1500, houve, no Brasil, uma miscigenação de povos brancos, negros e indígenas. Hodiernamente, além da pluralidade de raças e etnias, há uma diversidade de gêneros, sexualidades, etc., que não são bem representadas na publicidade brasileira, acarretando não só num padrão branco, magro, hétero e sem deficiências, como também na discriminação e invisibilidade dessas minorias.
Inicialmente, é importante pontuar que a falta de representatividade é inconstitucional. De acordo com o Art. 5° da Carta Magna de 1988, todos são iguais perante a lei, todavia, uma pesquisa realizada pela empresa Kantar mostra que mais de 70% das pessoas não se identifica com os anúncios publicitários exibidos. Nesse sentido, torna-se claro que para a Filosofia, o não cumprimento dessa premissa representa uma quebra no contrato social.
Ademais, é imprescindível que haja uma representatividade maior e mais diversificada de raça, gênero e sexualidade, à exemplo do comercial de 2020 da empresa Bradesco, que retratou uma história na qual os personagens são um casal homossexual e interracial, uma vez que dá força para o reconhecimento desses grupos e incentiva a afirmação de identidade pessoal. Por conseguinte, se torna evidente o impacto que a publicidade tem na sociedade, o que requer que esta utilize o seu alcance para causar um sentimento de acolhimento e pertencimento, usando-a como uma forma de combater a discriminação à essas pessoas.
Por tudo isso, torna-se clara a necessidade de mudança desse panorama de invisibilidade. Desse modo, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Educação, veicular, por meio das mídias televisivas, propagandas publicitárias que protagonizem pessoas de grupos mais marginalizados nos canais abertos e em horários nobres, com o fito de alcançar o maior número de espectadores.