A importância da representatividade na publicidade
Enviada em 06/08/2021
O pintor espanhol Modesto Brocos, em sua obra “A redenção de Cam”, representa diferentes etnias em sua composição, porém o quadro é um produto das teorias de “embranquecimento” da população brasileira que eram predominantes no fim do século XIX. Atualmente, a importância da representatividade na mídia e nas publicidades é discutida com frequência, pois grupos historicamente marginalizados constituem grande parte da massa consumidora. Nesse sentido, a inclusão de minorias se faz essencial, no entanto ainda é pouco observada dado que a sociedade é fundamentada na exclusão desses grupos.
Em primeiro lugar, é essencial destacar a importância da inclusão de diferentes grupos no mundo, especialmente em países como o Brasil. Segundo dados do portal UOL, 54% da população brasileira é composta de pretos e pardos, mas apenas 6% se identificam com a publicidade de produtos eletrodomésticos e demais ofertas. Sob esse viés, é possível notar que, embora seja uma estratégia eficaz para atrair mais consumidores, grandes empresas ainda pouco se preocupam com a representatividade.
Em segundo plano, destaca-se que a aplicação da carta magna obtenha impacto na conjuntura. Desse modo, de acordo com Constituição Federal de 1988 — norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro — todos os indivíduos são iguais. Conquanto, quando se analisa a participação das minorias em campanhas publicitárias, percebe-se o descumprimento de tratados nacionais. Dessa maneira, é indiscutível que a premissa constitucional não é valorizada pelo Poder Público, salientando a má atuação do Estado democrático de direitos. À luz dessa perspectiva, harmônico ao pensamento de Schopenhauer de que a fronteira da óptica de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo, demostra que a inserção social de grupos minoritários prepara os cidadãos para lidarem com as diferenças.
Portanto, que a diversidade das campanhas publicitárias demonstram a equidade social. Assim, é imprescindível que o Ministério da educação — órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro — em parceria com os Estados e a mídia, exijam a participação plural dos grupos, especialmente, na “internet”. Também, por meio, do fortalecimento de diligências de repreensão que visam equidade, regulamentando os serviços de telecomunicação. Ademais, a necessidade do Governo Federal — em parceria do setor privado — agir em favor da inclusão de minorias. Isso pode ser realizado por meio de colaborações e investimentos em negócios que tenham compromisso com a representatividade de grupos marginalizados a fim de tornar a representatividade mais inclusiva socialmente.