A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 03/08/2021

A Constituição Federal de 1988 garante a todo brasileiro o direito de igualdade, sendo esse um quesito básico para a manutenção do bem-estar social.Entretanto, é notória uma inobservância desse direito, visto que certas características individuais e particularidades de certos grupos são constantemente vítimas de preconceito e eles têm, dessa forma, muitos direitos tolhidos.Tal problema é amenizado hoje por uma maior representação das diversidades existentes no país, uma temática que ganha cada vez mais espaço e importância, e que é viabilizada, principalmente, por meio da publicidade.Nesse viés, torna-se válido discutir a raiz do problema da falta de representação no Brasil, bem como a importância da representatividade na publicidade para reduzir desigualdades.

De início, é importante destacar a necessidade de acumulação de capital, ponto básico do sistema capitalista, como principal responsável pelo problema da representatividade no Brasil.Isso ocorre porque, para facilitar a maximização de lucros, ao invés de produzir para atender às necessidades das diversas pessoas, o sistema econômico vigente instaurou padrões-os mais inalcançáveis e limitados possíveis- e  influenciou os indivíduos a se adaptarem, por intermédio da difusão-na TV e publicidade-  de uma ideia de aceitação e perfeição em torno desses padrões e da rejeição do diferente.Ou seja, quanto mais difícil\distante for o que é tido como ideal, mais o capitalismo lucra vendendo produtos que prometem isso e invisilibiliza o que nao se encaixa.Prova disso é que os veículos de comunicação- por anos- só mostraram corpos magros, héteros, pessoas brancas, sem celulites ou estrias.

Pontua-se, ainda, a relevância da representatividade na publicidade brasileira pelo seu potencial de impacto sobre as desigualdades do país.Isso se deve ao fato de que os grupos identitários são fruto das condições e tratamentos desiguais aos quais estão submetidos devido às suas diferenças enquanto grupo. Como por exemplo, as mulheres são consideradas como desiguais perante aos homens e excluídas da política.Assim, a visibilidade dada pela propaganda incute a diversidade existente-seja ela de corpos, raças, ou orientações sexuais- e, com isso, o respeito  no  diferente e o sentimento de capacidade, acolhimento e aceitação no representado.

Portanto, é imprescindível a que a publicidade amplie cada vez mais a representação de invisibilizados.Para isso, torna-se necessária a atuação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, responsável pela defesa da cidadania dos diversos grupos identitários, financiando a publicidade-por meio da TV e redes sociais-  de questões referentes a esse público com o intuito de torná-lo cada vez mais detentor de representatividade e, consequentemente, de seu direito à igualdade garantido na Carta Magna.