A importância da representatividade na publicidade

Enviada em 10/08/2021

A música “Born this way” da cantora estadunidense Lady Gaga representa a beleza e o valor que as minorias têm. Sob tal canção, é perceptível que em poucos espaços são valorizadas as pessoas que estão fora do padrão social e, a partir de veículos midiáticos, como propagandas, esses cidadãos conseguem encontrar respeito e pertencimento. Dessa forma, a publicidade é importante, em especial no Brasil, por trazer representatividade para a sociedade e assim proporcionar alteridade e a quebra de estereótipos.

Em primeiro plano, a diversidade nas propagandas fomenta a percepção de uma realidade igualitária, por exemplo: a modelo Maju Araújo, que tem síndrome de Down e inspira seus seguidores com a ideia que todos são iguais. Diante disso, segundo o estudioso Antônio Cândido, a arte humaniza, ou seja, o meio artístico é uma maneira de demonstrar a população preceitos morais (respeito e alteridade). Nessa perspectiva, sendo a publicidade um tipo de arte, ela tem a capacidade e a necessidade de incorporar grupos desfavorecidos socialmente nos seus anúnicos, pois a partir dessa ação a sociedade consiguirá aceitar as diferenças. Destarte, as empresas precisam incluir nas suas propagandas diversidade de corpos e raças, para fortalecer a igualdade entre os cidadãos.

Em segundo plano, a publicidade tem a função de persuadir, desse modo, ela tem a capacidade de destruir preconceitos. Isso posto, de acordo com o livro “Pequeno Manual Antirracista”, da escritora Djamila Ribeiro, a comunidade negra não sente-se representada na mídia, porque quando esse público aparece é sempre representado por pessoas que não são afrodescendente ou por conotação racista. Sob tal ótica, é notável o ramo publicitário pode construir a conscientização dos diferentes grupos socias ao representá-los nos anúnicios. Portanto, as propagandas devem ampliar seu alcance com a união de diversas raças e ao mostrar que essas diferenças não permitem preconceitos.

Logo, medidas necessitam ser tomadas para mostrar para os brasileiros a relevância da representativdade no meio publicitário. Para isso, as empresas midiáticas devem trazer diversidade nos seus projetos, por intermédio da contratação de modelos fora do padrão social e do incentivo a movimentos de grupos minoritários, para que a população possa entender a necessidade da alteridade. Ademais, os grupos publicitários devem investir em pesquisas e programas que combatam os estereótipos, mediante a inserção de pessoas de diversas etnias na produção das propagandas e de discursos sobre empoderamento, a fim de que a sociedade brasileira se conscientize sobre o valor do pertencimento e respeito.